Publicado por Farmarcas • 27 de agosto de 2020

Como planejar a precificação dos produtos na farmácia

Para colocar corretamente a precificação dos produtos na farmácia é preciso planejar muito bem a estratégia do seu negócio. Antes de pensar em margem de lucro, você precisa entender sobre as demandas do seu cliente

Entender os hábitos de compra do consumidor ajuda o empresário a reconhecer o valor que cada produto da loja tem para cada cliente. Além disso, conhecer o mercado e a concorrência é fundamental para saber precificar os produtos não-medicamentos na farmácia.

A precificação não está relacionada simplesmente a vender mais barato. A opinião do cliente entre o que é caro ou barato vai depender muito da percepção de valor que ele tem do produto, isso inclui:

– qual é o relacionamento do consumidor com a marca;

– se o produto é de uso contínuo ou esporádico;

– se o item é considerado de grande necessidade ou supérfluo;

– entre outros atributos.

Faça 3 perguntas antes de precificar os produtos na farmácia

Para ter a margem de lucro adequada, cada item precisa ser analisado e precificado separadamente. Antes de planejar a precificação dos produtos na farmácia, você precisa responder a algumas questões:

• Qual é a categoria do produto?

• Qual é a faixa de lucro ideal para cada produto?

• Qual é a classificação do produto na curva ABC?

Depois disso, faça uma simulação com o markup e veja se o valor de venda faz sentido com o que o mercado e a sua região propõem.

Classifique os produtos em uma das 3 categorias

Para você precificar corretamente os produtos da farmácia e construir uma boa imagem de valor junto aos clientes, você precisa classificar os produtos não-medicamentos dentro das seguintes categorias: Produtos de imagem, Produtos Consagrados e Produtos de Ganho.

Produtos de Imagem

Os Produtos de Imagem são itens que estão sempre em evidência e de consumo frequente pelo cliente. Esse tipo de produto chama facilmente a atenção do consumidor e, se esse estiver com um preço baixo, vai gerar no cliente a percepção de que todo o restante da loja também oferece preços baixos.

Alguns exemplos de Produtos de Imagem são: fraldas, tinturas de cabelo, desodorantes, leite Ninho, entre outros.

Produtos de Ganho

Como o próprio nome sugere, esses itens são responsáveis pela maior margem de lucro da loja. Os produtos são pouco utilizados pelo consumidor, logo não é passível de muitas pesquisas de preços e cotações. Entre os itens estão: vitaminas, suplementos, varejinho, pilhas, escovas e cremes dentais, entre outros.

Produtos Consagrados

São itens cuja margem de lucro é mediana. Possuem grande potencial de fidelização do cliente, pois o cliente já utiliza o produto há muito tempo. É preciso cuidado na precificação desse tipo de produto, uma vez que o cliente está acostumado a comprar e sabe a variação de preço que existe no mercado.

Os Produtos Consagrados não precisam necessariamente ser colocados no tabloide para vender ou ganhar algum destaque em ponta de gôndola, por exemplo. Isso porque esses itens já são fidelizados e o cliente costuma procurá-los pela marca.

Nesse tipo de categoria é preciso cuidado para evitar uma margem de lucro muito alta, pois o cliente já está acostumado a comprar e sabe o preço médio de venda no mercado. Entre os itens classificados como Consagrados estão: Seda, Hipoglós, Neutrox, Alma de Flores, Leite de Rosa, Tabu, Tintura Santo Antônio, Minâncora, Jaborandi, entre outros.

Margem de lucro ideal para cada produto na farmácia

Existem várias porcentagens trabalhadas na precificação de produtos na farmácia, que vai de 30% ou mais até índices negativos. Isso mesmo, há itens em que a margem de lucro não vai existir.

Isso porque, a estratégia correta de precificação está em buscar a margem de lucro positiva no negócio como um todo, e não somente produto a produto. Um bom gestor de varejo farmacêutico é capaz de fazer uma análise macro do seu negócio e precificar sem trazer prejuízos, gerando valor ao cliente e alcançando as metas de lucratividade.

A Farmarcas disponibiliza aos associados das redes de drogaria que administra em todo o Brasil um departamento de cadastro de produtos que, junto com uma equipe de analistas, auxiliam na precificação correta de todos os produtos da farmácia, conforme a demanda da região e do perfil do consumidor.

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